
Bem-me-quer, mal-me-quer. E a pétala é gentilmente arrancada da pefumada flor, arrancada de jardins apaixonantes por apaixonados amantes.
Bem-me-quer, mal-me-quer. Indecisão de quem já sabe o que quer.
Bem-me-quer, mal-me-quer, bem te quero e quero me queira bem também.
Bem-me-quer, esperanço. Mal-me-quer, des-espero.
Bem me queira em teus sonhos, me procure com teus olhos, me acaricie com teus poemas.
Bem me queira em teus prazeres, pois bem te quero em meus dizeres.
Bem-me-quer, mal-me-quer. Eu já escolhi a pétala final, mas a sua decisão é fundamental.
Bem-me-quer é o que diz a flor e o sol que a ilumina, que diferentemente a ilumina ao se pôr.
Bem-me-quer é escolha, decisão, sina. Mal-me-quer pode ser real, mas apelo ao ideal: bem me queira, meu bem.
Tem flor que tem mais pétalas e mais cores, para iludir um tanto mais, para eu te querer com mais fervor e um tanto mais também.
E assim eu sigo e peço que bem me queira também.
Me queira bem, e assim me queira como te quero. Bem-me-quer? Ou só eu te quero?
Bem-te-quero. E só te quero.
Assim te espero… até cair a última pétala desta linda flor, e até que nasçam muitas outras para re-começar o ciclo… o ciclo do amor!

Lindo poema!