Primavera ‘chegou’ e com ela o meu amor. (parafraseando Los Hermanos)

Botticelli - Primavera
Eis que surgem passarinhos cantando em la menor debaixo de um sol maior…
Frutos mais gostosos da estação surgem nos topos de vistosas arvores que protegem estes frutos de mãos, mas não de bicos trovadores.
Cidades cinzas ganham cores e as cores ganham telas, que ganham casas tristes, que refletem a alma da menina nova que ainda não projetou seu futuro e da velha senhora que já alçou este futuro não traçado!
Aniversários são estabelecidos na contagem da primavera. Assim existe a felicidade de contar os anos…
Alguns passaros enamorados pela estação das flores beijam todas aquelas que conseguem seduzi-los entre um vôo, um banho na fonte ou um cantarolar para as nuvens fofas e macias daquela rua/céu que eles transitam numa rotina invejável.
As ruas ganham perfumes e aromas que despertam paixões adormecidas, e as lembranças do dia em que ainda se tinha esperança. Estas fragrâncias oriunda das flores ganham potes e presentes, e estes presentes ganham forma e de tal forma, a sedução e o amor.
Olhares são renovados e tornam-se intencionais…histórias inacabadas ganham diversos finais.
Tudo começa a fazer sentido. Amores passam a ser correspondidos…
Borboletas imitam passaros, em libras, numa linguagem visual… novas estampas tornam a estação ainda mais artistica.
Arte e amor, relação primaveril. Ah, que venha a primavera!
(Grande pausa do pensador)
Já sentia saudades suas, que bom poder viajar por aqui novamente.Beijos